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O Brasil e o mundo abraçam cada vez mais o afro house, a exemplo de "Happy

News3

 Se formos mapear rapidamente a história da música desde suas raízes mais profundas, a herança do continente africano acabará sendo muito mais influente, potente e rica do que a fatia criada dentro da dance music batizada de afro house. O rótulo que é designado para essa estética bem característica que carrega consigo uma base percussiva bem marcada, sonoridades orgânicas, elementos tribais e quase sempre vocais étnicos, têm levado os sons da África para o mundo, mas, a verdade, é que olhando mais de perto, a gente sabe: todo house é afro. Além disso, a vertente carrega consigo um forte legado de ancestralidade e reafirma explicitamente as características sonoras e culturais do povo preto em um tributo contínuo que se faz muito necessário.


O trabalho feito pelos artistas provenientes da África, especialmente do Sul, tem sido uma nova força propulsora ao house e vem moldando gerações que estão cada vez mais conectadas à dance music. O estilo faz jus à fama, sendo quase sempre expansivo e cativante. Mas, quase sempre. Nos últimos anos, o próprio afro house já dá seus sinais de segmentações, através da evolução dos próprios artistas, que entregam também músicas mais profundas, hipnóticas, sem vocais e combinados a elementos de outras escolas.

Na África do Sul é muito comum ouvir esse estilo nas rádios e o que para nós acontece somente nas pistas, por lá rola fora delas também, já que existem aulas de dança relacionadas a isso. Muitos DJs e produtores investem tempo e dinheiro em centros para jovens com o intuito de proporcionar um caminho mais promissor e esperançoso. Então, honestamente, a análise é muito mais profunda e sensível do que somente se ater ao fato de que essa é uma das novas tendências mundiais e que ainda vai se expandir. Mas sim, ela é.

Aqui no Brasil essa tendência não só chegou como já ganhou uma força admirável. Muitos produtores têm trabalhado o estilo que tem fit total com a nossa essência, já que o país tem uma herança histórica diretamente ligada ao continente africano e que precisa ser honrada. Em 2019, por exemplo, o Drunky Daniels lançou "Zabumba", um álbum com 13 faixas guiadas por esse som, e agora seu último lançamento trouxe uma colaboração forte entre artistas que conquistaram seu espaço e hoje entregam um trabalho consistente a nível internacional.

Vintage Culture, Drunky Daniels e Fancy Inc. são indiscutivelmente fortes expoentes da música eletrônica brasileira e essa união de forças trouxe ao mundo a faixa “Happy”, assinada pela gigante gravadora Spinnin’ Records. O projeto tem como ponto mais alto os vocais do talentoso artista do Zimbabwe, Msiz’kay, que não só agraciou a música com voz, mas gravou e dirigiu o clipe da mesma — que já ultrapassou mais de 800 mil visualizações em apenas uma semana. "Happy" reúne elementos da house music e do dance clássico com a estética afro house e seus elementos orgânicos/tribais, tudo isso de um jeito cativante e celebrativo. Dificilmente você passará por ela sem que isso surte efeitos positivos em você. Além disso, “Happy” recebeu suporte de uma das sumidades da música eletrônica mundial e um dos responsáveis por definitivamente disseminar o estilo pelo mundo, Tiësto.

No mesmo dia do lançamento, o clipe ganhou espaço no TVZ do Multishow, o que reforça mais ainda a ideia de que hoje vemos a música eletrônica cada vez mais inserida em outros universos e abre portas para fomentar a cultura musical em nosso país. Um belo trabalho em equipe que transmite uma mensagem de alegria e incentiva você a compartilhar a felicidade com todos ao seu redor.

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